AcontecendoAmbulâncias quebradas prejudicam atendimento a pacientes em Avaré

A Comarca22 de agosto de 20165 min

Ambulâncias quebradas prejudicam atendimento a pacientes em Avaré

CAPA Problema Ambulância 2

Da Redação

 

Onze dos 15 veículos utilizados para o transporte de pacientes de Avaré estão quebrados. Apenas duas ambulâncias estão disponíveis para transportar munícipes na cidade e para cidades como Bauru, Botucatu e Jaú.

Avaré conta ainda com duas ambulâncias UTIs que ficam à disposição de forma exclusiva no Pronto Socorro Municipal. Segundo informações obtidas pela Comarca, 9 ambulâncias, 1 van e 1 microônibus estão encostados na Garagem Municipal aguardando manutenção.

Das duas ambulâncias que estão em atividade, uma está com problema em uma das marchas. Já a outra sofre com o desgaste devido ao excesso de viagens. Um mesmo veículo chega a viajar quatro vezes no mesmo dia. “Só por Deus que esses veículos ainda não quebraram”, relatou uma pessoa ligada ao Setor de Ambulâncias, que preferiu não se identificar.

Em maio deste ano, a Comarca publicou uma matéria relatando os problemas relacionados com a frota da saúde no município. Cinco meses depois, as falham persistem.

Duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também estão estacionadas na Garagem Municipal aguardando manutenção.

BUROCRACIA – Durante a sessão da Câmara realizada na segunda-feira, 15, o vereador Francisco Barreto relatou o caso de um paciente que necessitava ser deslocado para uma unidade de saúde da cidade, porém nenhum veículo estava disponível. O transporte só teria sido realizado depois da intervenção do prefeito Poio Novaes.

A burocracia para a compra de peças estaria deixando a maioria dos veículos sem a devida manutenção.

Outro problema detectado pela reportagem é que as ambulâncias adquiridas na atual administração da marca Peugeot e Renault não teriam durabilidade, principalmente no motor e na suspensão dos veículos. As peças dessas marcas também são mais caras, o que acaba gerando atrasos na compra, entrega e, consequentemente, na manutenção.

OUTRO LADO – Questionada sobre o fato, a Prefeitura informou que a Secretaria de Saúde já teria solicitou orçamento das peças e serviços necessários para o reparo das ambulâncias.

“Importante ressaltar que são serviços com valores acima de R$ 8 mil, portanto necessitam de processo licitatório para aquisição. Os trâmites legais para solução do problema estão sendo executados. Assim que os orçamentos estiverem sob o domínio da Secretaria de Saúde, é possível dar uma previsão de data para a realização dos reparos”, ressalta o comunicado.

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