AcontecendoCorte de marmitas gera greve e mobilização de funcionários do Pronto Socorro

A Comarca5 de setembro de 20166 min

Corte de marmitas gera greve e mobilização de funcionários do Pronto Socorro

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Servidores do setor ampliam reivindicações mesmo após restabelecimento do fornecimento de alimentação

 

Da Redação

 

Servidores do Pronto Socorro de Avaré ampliaram as reivindicações mesmo depois que o Executivo restabeleceu o fornecimento de alimentação a profissionais que atuam na unidade.

Na segunda-feira, 29 de agosto, a categoria havia iniciado uma paralisação em protesto contra a administração Poio Novaes, que havia cortado o fornecimento de marmitas aos trabalhadores, alegando falta de recursos. Apenas 30% do quadro de funcionários seguiu trabalhando para atender casos urgência e emergência.

A alimentação voltou a ser fornecida na manhã da quarta-feira, 31 de agosto, mas os manifestantes resolveram continuar com a paralisação para que outros problemas antigos fossem analisados pela atual gestão.

“O corte no fornecimento das marmitas foi apenas o estopim para que os trabalhadores se mobilizassem voluntariamente, pois além deste problema também queremos conversar sobre questões como o pagamento em dia de nossos salários e do vale alimentação, das horas extras realizadas e não quitadas e, principalmente, quanto ao desconto das faltas abonadas para os funcionários com escala 12/36 horas”, explica Leonardo do Espírito Santo, presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região.

O atendimento seguia parcialmente paralisado até quinta-feira, 1º de setembro. Na sexta-feira, 2 de setembro, está marcada uma reunião entre Prefeitura, Sindicato, servidores e Comitê de Crise, órgão criado pelo governo Poio Novaes com o objetivo de reduzir os impactos causados pela recessão financeira. Caso não haja entendimento, a categoria pode seguir com a paralisação.

O CASO – A interrupção do serviço foi decidida depois que os funcionários do Pronto Socorro foram avisados de que não receberiam marmitas na segunda-feira, 29.

Segundo eles, a decisão não foi informada com antecedência e a Secretaria da Saúde já havia sido comunicada o cancelamento e não repassou a informação.

Além da revolta dos servidores a população avareense que necessita do atendimento público também foi diretamente afetada, “Quem cortou essa verba que fique 12 horas sem comer. Os funcionários não merecem isso e o povo está sendo prejudicado”, disse a diarista Nilce de Paula.

OUTRO LADO – Em nota, a Prefeitura explica que “em relação ao pagamento do valor referente ao cartão alimentação, ainda não é possível prever uma data do depósito em conta porque depende da confirmação de receitas para fazer este pagamento. O montante total para custeio do vale alimentação é da ordem de R$ 400 mil”.

O ofício prossegue afirmando que a “Prefeitura reafirma que já adotou medidas necessárias para evitar os efeitos da recessão financeira que afeta o País e por consequência o município, tais como a racionalização de despesas com material de consumo, exoneração de cargos nomeados e redução no montante de horas extras trabalhadas e gratificações”.

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