Delegacia da Mulher ouve suspeito de perseguir estudante em Avaré
Da Redação
A Delegacia da Mulher de Avaré (DDM) ouviu na quarta-feira, 20, um homem de 46 anos suspeito de perseguir uma estudante de 22 anos. Ele teria ameaçado verbalmente a vítima ao tentar obrigá-la a entrar no seu veículo no domingo, 16.
Em seu depoimento, ele alegou ter confundido Alessandra Augusta Freitas com uma mulher que ele conhecia, e por esse motivo a teria abordado.
A contravenção foi registrada como importunação ofensiva ao pudor. Segundo o apurado pela Comarca, a DDM está confeccionando o relatório sobre o ocorrido. Em seguida, o resultado será encaminhado à delegada responsável, que vai decidir se arquiva o caso ou dá prosseguimento à investigação. Não há testemunhas e a vítima não se feriu.
O CASO – O episódio ocorreu por volta das 18 horas. Alessandra, que alegou não conhecer o homem, relatou à Polícia que caminhava pela Rua Lineu Prestes, sentido centro, quando, ao passar pelo muro da Escola Paulo Novaes, foi abordada por um cidadão de cor parda, careca, magro e alto que conduzia um Siena. Segundo a jovem, ele parou o veículo e disse para a vítima entrar no carro.
Em seguida, a estudante afirmou que continuou caminhando, embora mais rapidamente, porém o condutor permaneceu no seu encalço. Próximo a uma oficina na Rua Paraíba, o indivíduo teria parado o carro novamente, descido e caminhado na direção da estudante.
Em entrevista à Comarca, Alessandra afirmou que o suspeito chegou a uns 20 metros dela, mas recuou quando percebeu que ela gravava a cena. “Ele disse entra aqui senão vou te pegar, mas voltou para o carro. Embora estivesse à luz do dia, não havia ninguém nas redondezas. Eu chegue a pegar um pau na tentativa de me defender. Depois ele foi embora”, contou.
As imagens gravadas pela estudante entregues à Polícia foram úteis para a identificação do veículo e do condutor.
ALERTA – Após registrar o boletim de ocorrência, a vítima disse que procurou a imprensa com o objetivo de fazer um alerta. “Esse não é o primeiro caso neste ano. Por isso, resolvi relatar o ocorrido para alertar as mulheres sobre esse tipo de risco”, concluiu Alessandra.

