CulturaDestaqueAnavitória grava disco na Represa e traz canção em homenagem ao Rio Paranapanema e Avaré

Claraboia, novo álbum da dupla, foi gravado em um estúdio alugado em Paranapanema, às margens da Represa de Jurumirim
Reportagem22 de setembro de 20254 min

Em Claraboia, disco com cheiro de mato, a dupla Anavitória, formada por Ana Caetano e Vitória Falcão, se recolhe no interior. Poeticamente e literalmente, já que o álbum ganhou forma quando as artistas alugaram casa em Paranapanema, às margens da Represa de Jurumirim, e montaram estúdio no meio da sala. E foi assim, em processo de imersão coletiva, que nasceu Claraboia, disco gravado no estúdio caseiro chamado de Claraboia Paranapanema, entre fevereiro e abril deste ano de 2025, com produção musical orquestrada por Gabriel Duarte, Janluska e Pegê.

O álbum chegou de surpresa na noite de terça-feira, 16 de setembro. Sequer houve um single para dar aviso prévio de que um novo disco poderia estar no horizonte da dupla formada oficialmente em 2014 em Araguaína (TO), município do Tocantins.

A imersão na cidade do interior paulista gerou a música Paranapanema, gravada com certo suingue incomum no som de Anavitória.

No embalo do lançamento do álbum, a dupla anunciou a turnê Claraboia, show de voz & violão com o qual a dupla percorrerá o Brasil a partir de 27 de fevereiro em rota iniciada por Jaraguá do Sul (SC), em Santa Catarina. O formato acústico do show se afina com tom desnudado de canções como Aza, A lua que minha cabeça tá e Estátua de mármore.

No arremate do disco, a faixa-título Claraboia é composta por falas em que, sobre base assentada no toque de um piano, as artistas e os produtores celebram o processo de imersão criativa que gerou álbum íntimo, sincero e honesto. Em Claraboia, Anavitória está aonde queria chegar.

 

Da Redação, com foto de Lívia Rodrigues / Divulgação

 

LETRA DE PARANAPANEMA

 

Um, dois, três

 

Paranapanema, avaré

Vida com rasantes de clareza e fé

É dia vinte e um, Lua minguante

A tarde é uma maçã vermelha e rosa

Gabriel

Faz vinte e seis

 

Corpo molhado de manhã

Lembrei de quando era criança

Prefiro o rio do que represa ou mar

Mas essa água parece vir de outro lugar

Tão cristalina

Outro lugar

Água divina

 

Não quero mais pensar nem de longe nos medos

Tempo de acontecer novas cores no céu

Que amor inteiro é amor de um amigo

Que maravilha encontrar vocês

Aqui

Aqui

Aqui

Aqui

 

Paranapanema, avaré

Paranapanema

Paranapanema, avaré

Paranapanema

 

Paranapanema, avaré

Paranapanema

Paranapanema, avaré

Paranapanema

 

Paranapanema, avaré (paranapanema)

Paranapanema

Paranapanema, avaré (paranapanema)

Paranapanema

 

Paranapanema, avaré

Paranapanema

Paranapanema, avaré

Paranapanema

 

Paranapanema, avaré (paranapanema)

Paranapanema (paranapanema)

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