DestaquePolíciaSegurançaMorte de protetora animal em Avaré reacende alerta sobre avanço da violência contra a mulher

Caso ocorrido no bairro Costa Azul se soma a números preocupantes registrados pela DDM e reforça debate sobre feminicídio e violência de gênero
Reportagem10 de maio de 20264 min
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O assassinato de Eurídice Augusta de Souza, conhecida como Preta, na noite desta terça-feira (5), no bairro Costa Azul, em Avaré, reacendeu o debate sobre o crescimento da violência contra a mulher no município e no país.

O caso ocorre em um momento em que os índices de violência contra a mulher em Avaré já preocupam autoridades.

Dados divulgados pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), apresentados pela delegada titular dra. Janaína Jacolina Morais durante o projeto Mulheres Empreendedoras, mostram que apenas entre janeiro e 25 de março deste ano foram registradas 262 ocorrências, média de aproximadamente três boletins por dia. Em 2025, foram contabilizadas 870 ocorrências no município.

O levantamento mostra ainda que, no ano passado, a unidade instaurou 662 inquéritos policiais e concedeu 380 medidas protetivas. Já em 2026, até março, foram registrados 197 inquéritos e 53 medidas protetivas.

Entre os crimes com maior incidência neste ano estão de lesão corporal dolosa, sendo 62 dos casos. Ameaça foram 61 casos e violência psicológica (incluindo perseguição), somaram 16 casos.

Outro dado importante é o registro de 49 denúncias anônimas, reforçando o papel da sociedade no enfrentamento à violência.

Cenário nacional – A realidade de Avaré acompanha uma tendência nacional preocupante. O Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, alta de 4,7% em relação ao ano anterior. Já o primeiro trimestre de 2026 foi considerado um dos mais letais da série histórica, com aumento de 41% nos feminicídios em São Paulo.

O canal Ligue 180 registrou crescimento de 33% nas denúncias em 2025, enquanto estudos apontam que 88% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência psicológica.

Especialistas alertam que, sem políticas públicas mais efetivas, os índices podem crescer significativamente até 2033.

ONDE BUSCAR AJUDA – Mulheres em situação de violência podem procurar apoio por meio dos seguintes canais, 180 (atendimento gratuito e sigiloso), 190 (Polícia Militar) ou na Delegacia de Defesa da Mulher (Av. Salim Antônio Curiati, 1630 – Jardim Brasil)

O caso reforça a urgência de ampliar o enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecer mecanismos de proteção antes que novos episódios terminem em tragédia.

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