O Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é lembrado nesta quarta-feira (9). A data mobiliza instituições de saúde e organizações da sociedade civil em campanhas de conscientização sobre os riscos do consumo de álcool durante a gravidez.
A Síndrome Alcoólica Fetal é a forma mais grave dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), conjunto de alterações que podem afetar o desenvolvimento físico, cognitivo e comportamental de crianças expostas ao álcool durante a gestação. O diagnóstico pode ser difícil e, em muitos casos, ocorre apenas anos após o nascimento.
No Brasil, não há dados oficiais sobre a incidência da SAF. Um estudo realizado na periferia de São Paulo identificou 38 casos de transtornos relacionados ao consumo materno de álcool a cada mil nascidos. Estimativas citadas pelo Instituto Olinto Marques de Paulo (OMP) apontam ainda que menos de 1% das crianças afetadas são diagnosticadas.
Segundo Sara Assis, gestora do Instituto OMP, o consumo de álcool durante a gestação não é considerado seguro em nenhuma quantidade. A abstinência durante a gravidez é a principal forma de prevenção dos transtornos relacionados à exposição ao álcool.
Origem da data
O primeiro Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal foi realizado em 9 de setembro de 1999. A escolha do nono dia do nono mês faz referência aos nove meses de gestação. A iniciativa foi impulsionada pelo casal canadense Bonnie Buxton e Brian Philcox, que havia adotado uma criança com a síndrome.

