AcontecendoApós manifestação, professores aguardam novo posicionamento de Jô Silvestre

Após manifestação, professores aguardam novo posicionamento de Jô Silvestre Da Redação Professores da rede municipal de ensino emitiram uma nota oficial, em resposta a insinuações, por parte do Poder Público, de que o movimento de protestos da categoria em datas oficiais, teria conotação política. Confira a íntegra da nota: Carta Aberta à População “Os representantes dos professores da Rede Municipal de Ensino vêm por meio resta divulgar que a manifestação por nós realizada no dia...
Avatar A Comarca24 de setembro de 2018

Após manifestação, professores aguardam novo posicionamento de Jô Silvestre

Da Redação

Professores da rede municipal de ensino emitiram uma nota oficial, em resposta a insinuações, por parte do Poder Público, de que o movimento de protestos da categoria em datas oficiais, teria conotação política. Confira a íntegra da nota:

Carta Aberta à População

“Os representantes dos professores da Rede Municipal de Ensino vêm por meio resta divulgar que a manifestação por nós realizada no dia do Desfile Cívico em comemoração ao Aniversário do Município não teve intenções de cunho político e, muito menos, de desordem ou desrespeito à organização do evento e à população ali presente, uma vez que somos parte integrante da Secretaria Municipal da Educação e o nosso trabalho envolve professores e alunos.

Apenas nos utilizamos como cidadãos, dos direitos de ir e vir e de liberdade de expressão, conforme nos garante a Constituição Federal (art. 5, inciso XVI). Referente à nota publicada pela Prefeitura de Avaré, queremos aqui deixar claro algumas colocações:

– As chamadas “progressões” que estamos exigindo tratam-se na verdade de um direito constituído à categoria e legitimado pela Lei 2007, de 03 de Maio de 2016, conforme os artigos 206 e 211 da Constituição Federal (e que representa apenas 5% de aumento no salário base a cada 3 anos, para aqueles profissionais que cumprirem uma série de requisitos), e que o grupo de professores citados como “minoria”, representa cada unidade escolar e CEI do município.

– Em relação à colocação citando que os professores que participaram da reunião com o senhor prefeito e secretários seriam os líderes dos atos de protesto, trata-se de um equívoco, pois esse número foi exigência do próprio chefe do Executivo, que disse que não receberia a comissão total de 40 representantes (reunião esta que só ocorreu após exaustivas tentativas de diálogo com o prefeito).

Sendo assim, o que sugere ser uma “liderança de protesto” não passa de um simples elo para a comunicação entre a Administração e os demais professores. Constando ainda, que a secretária da Educação, procurada diversas vezes, afirma aos seus subordinados que todas as medidas possíveis foram tomadas, e o pagamento em questão foi previsto na Lei Orçamentária Anual de 2017 e que inclusive os valores retroativos seriam pagos, pois o dinheiro há e encontra-se aplicado.

Fica clara a necessidade de união e organização para que deveres cumpridos tenham seus direitos respeitados.

Na reunião tomamos ciência que o índice prudencial estava ultrapassando seus limites e que pela Lei de Responsabilidade Fiscal e demais leis vigentes não seria possível atender nossos pedidos realizados em maio de 2017 e também foram esclarecidas pelo próprio prefeito e seus secretários que os motivos seriam os pagamentos de horas extras e gratificações indevidas e que medidas administrativas seriam tomadas (declarações registradas em ata). Ainda segundo o prefeito, “vontade não falta, mas necessita de uma ação conjunta às secretarias para tal contenção de gastos e um trabalho do Sindicato de conscientização a respeito do real benefício da Progressão de todo funcionalismo”

Ainda consta em ata que a gestão assume que trata-se de um problema administrativo, ou seja, não cabe ou coube a nós professores pedir cortes em outros setores, queremos deixar BEM claro que ninguém quer que o trabalhador deixe de receber as horas extras, sejam elas 50% ou 100%, desde que esse trabalhador tenha feito essas horas. Não somos contra as gratificações pagas e previstas no Plano de Carreira do Município, mas sim daquelas gratificações de funcionários que recebem e executam apenas as funções inerentes ao próprio cargo de origem… tal controle mostra respeito ao funcionalismo e evita situações ilegais. O que realmente pedimos foi que nossos direitos respeitados por três gestões anteriores, sejam também respeitados por essa, pois trata-se da nossa vida profissional, da qual temos muito orgulho e sabemos a importância do nosso papel na sociedade. Por isso saímos às ruas sim, e apesar de toda humilhação que sentimos, os maiores interessados e aqueles que conhecem de verdade e reconhecem nosso trabalho estavam nos apoiando: pais, alunos e familiares, a quem aqui, não podemos deixar de agradecer

O que queremos e merecemos é o apoio e o respeito da administração e ainda aguardamos que uma próxima reunião seja marcada e para evitar equívocos todos os representantes da classe possam estar presentes”.

Professores da Rede Pública Municipal de Avaré

 

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