Sem atenção no PS, munícipe afirma que só conseguiu diagnóstico em Botucatu
Da Redação

Uma avareense utilizou uma rede social para criticar o atendimento que teria recebido no Pronto Socorro de Avaré (PS). J.S. afirma que, após procurar o PS por cinco vezes, foi levada a Botucatu pela irmã e só então conseguiu um diagnóstico para as fortes dores abdominais que vinha sentindo.
Segundo seu relato, ela procurou a unidade local pela primeira vez no dia 8 de setembro. “Chegando lá, suspeitaram de pedra no rim, mas não pediram nenhum exame. Me deram soro com algumas medicações, depois de uma ou duas horas voltei pra casa, ainda com um pouco de dor”, relata.
J. ainda destacou que as dores retornaram com intensidade durante a noite, e ela voltou à unidade de saúde no dia 9, onde novamente recebeu medicação e foi liberada sem fazer exames. “E assim foi por quatro vezes, indo ao PS e voltando pra casa com dor e vomitando, sem fazer exames para ver o que eu tinha”, disse.
A munícipe frisou ainda que só na quinta-feira, 10, conseguiu saber o que estava ocorrendo. “Dois dias depois, ainda com muita dor, minha irmã me levou à UNESP de Botucatu. Lá fizeram exames e constou que eu estava com uma pedra no canal da urina”.
De acordo com J., além do cálculo renal, ela também foi diagnosticada com uma infecção na bexiga que já estava começando a atingir os rins. Por conta de seu quadro clínico, a munícipe foi internada e passou por uma cirurgia no sábado, 12. “O médico chegou a dizer que se não fizesse a cirurgia para retirar a pedra do canal urinário, eu poderia ir a óbito”, revelou.
Por conta do ocorrido, a avareense classificou o atendimento médico que recebeu no PS de Avaré como um “péssimo serviço”.
COMENTÁRIOS – A postagem atraiu comentários de outras pessoas descontentes com os serviços prestados no PS. Uma munícipe comentou que é preciso “se virar nos 30” quando se trata de saúde em Avaré.
Outros frisaram que, além do descontentamento com o PS, também não encontram um bom atendimento nos postos, onde faltam especialistas como dermatologista e existe demora para a realização de exames. “E olha que o prefeito é médico”, disseram alguns.
Outro comentário destacou um caso que teria levado uma mulher à morte. “Minha mãe passou pelo mesmo. Muita dor e vomitando sangue. Eles (PS) somente deram soro e mandaram embora. Depois de três dias ela voltou, já roxa e desmaiada e a levaram pro centro cirúrgico. Era úlcera gástrica rompida, o que causou a infecção generalizada nos órgão. Ela faleceu depois de 15 dias na UTI”.
OUTRO LADO – A Comarca procurou a Prefeitura para esclarecer por que não foram realizados exames na paciente J.S., bem como se o PS municipal conta com ultrassom. No entanto, nenhuma resposta foi enviada até o fechamento desta edição.
