A reunião entre moradores da região da represa e representantes da Prefeitura terminou sem acordo e com um ponto que gerou ainda mais insatisfação: a manutenção da cobrança da taxa de iluminação pública, mesmo em locais onde não há postes instalados.
O encontro foi marcado por cobranças diretas da população, que esperava uma solução imediata para o que consideram uma cobrança injusta. No entanto, segundo relatos dos participantes, a Prefeitura sinalizou que, por enquanto, a taxa será mantida.
A decisão não foi bem recebida. Moradores questionam a lógica da cobrança diante da ausência do serviço e afirmam que a medida reforça a sensação de descaso com a realidade da região.
Durante a reunião, também foram discutidos outros pontos, como a ampliação da coleta de lixo, que deve passar a ocorrer duas vezes por semana, e a promessa de criação de um cronograma de obras. Ainda assim, sem prazos definidos, o que aumentou a desconfiança entre os presentes.
Problemas estruturais também entraram na pauta, como ruas em condições precárias e o acúmulo de água vindo da rodovia, que em alguns trechos invade terrenos. Um relatório com fotos já foi entregue ao prefeito, que deve realizar uma visita técnica ao local.
Como encaminhamento político, o vereador Barreto do Mercado informou que pretende apresentar um projeto de lei na próxima sessão, com o objetivo de facilitar a regularização e rever penalidades. Apesar disso, não há garantia de mudanças imediatas na cobrança atual.
Ao final, o sentimento predominante entre os moradores foi de frustração. Apesar do diálogo aberto, não houve avanço concreto na principal reivindicação: a suspensão ou revisão da taxa de iluminação.
RELEMBRE O CASO – A insatisfação ganhou força após moradores denunciarem aumentos considerados abusivos no IPTU de 2026.
Em um dos casos relatados, o valor do imposto saltou de R$ 127,38 em 2025 para R$ 579,71 em 2026 — um aumento de mais de 355% em apenas um ano. Do total, R$ 360,24 correspondem à taxa de iluminação pública, cobrada mesmo sem a existência de postes no local.
Moradores também questionam a diferença nas cobranças entre terrenos e imóveis com construção, além da disparidade entre valores venais e o imposto final.
Além disso, há relatos de falta de infraestrutura básica, como iluminação, manutenção de vias e coleta adequada de lixo, e de que os próprios moradores já arcaram com custos para melhorias, incluindo a instalação de rede elétrica.
A Prefeitura, por sua vez, orienta que moradores procurem o setor de tributos em caso de dúvidas e alega que há imóveis em situação irregular.

