Uma criança de apenas 3 anos foi vítima de agressões brutais que chocaram moradores e autoridades em Lençóis Paulista. A menina sofreu diversas lesões pelo corpo, incluindo um grave ferimento no fígado. Após a conclusão das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da mãe e do padrasto, apontados como responsáveis pelas agressões.
O caso veio à tona no dia 22 de abril de 2026, quando a criança deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com hematomas espalhados pelo corpo, alguns considerados antigos, além de sinais de trauma interno. Devido à gravidade do quadro, ela foi transferida para o Hospital Estadual de Bauru, onde permaneceu internada por 11 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Durante o atendimento e as investigações, a mãe apresentou diferentes versões para justificar os ferimentos. Entre os relatos, afirmou que a filha teria caído de um brinquedo em um parque, da cama e que alguns machucados poderiam ter ocorrido durante brincadeiras com outras crianças.
As explicações, no entanto, levantaram suspeitas da equipe médica, que acionou imediatamente o Conselho Tutelar e o Ministério Público. A Promotoria da Infância e Juventude adotou medidas de proteção previstas no ECA, determinando o afastamento da menina do convívio com a mãe e o padrasto.
A Polícia Civil, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), instaurou inquérito e concluiu que há elementos suficientes para responsabilizar o casal pelo crime de tortura. O pedido de prisão preventiva foi encaminhado à Justiça e aguarda decisão.
Atualmente com 4 anos, a criança segue sob proteção das autoridades. Os nomes dos investigados não foram divulgados para preservar a identidade da vítima.

