O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O benefício médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.
O reajuste foi estabelecido por decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União e corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Desde o relançamento do programa, em março de 2023, os valores não haviam sido atualizados.
Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro, conforme o calendário do Bolsa Família. A data também ocorre durante o período eleitoral de 2026. O anúncio foi feito 17 dias antes do primeiro turno das eleições.
Segundo informações do Ministério do Planejamento, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas despesas do governo federal em 2026. Para 2027, o impacto previsto é de R$ 22,7 bilhões.
Novos valores
Além do valor mínimo, os benefícios adicionais pagos de acordo com a composição familiar também serão reajustados.
Atualmente, o programa prevê:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestante;
R$ 50 por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos;
R$ 50 por bebê de até 6 meses.
Com a atualização, os valores passarão para:
R$ 173 por criança de zero a 7 anos incompletos;
R$ 58 por gestante;
R$ 58 por pessoa entre 7 e 18 anos incompletos;
R$ 58 por bebê de até 6 meses.
O benefício de Renda de Cidadania, que integra a composição do programa, também será atualizado, passando de R$ 142 para R$ 164 por integrante familiar.
Quem tem direito ao Bolsa Família
Para receber o benefício, a família deve estar inscrita no Cadastro Único e atender aos critérios de renda estabelecidos pelo programa. Atualmente, a regra geral considera famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Também é necessário manter o Cadastro Único atualizado e cumprir compromissos relacionados à saúde e à educação, conforme as regras do programa. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social orienta que o cadastro seja mantido atualizado para evitar bloqueios ou cancelamentos do benefício.
O calendário de pagamentos segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário. Em outubro, os pagamentos começam no dia 19 e seguem até o dia 30.

