Poio Novaes se reúne com Sindicato para discutir crise na Prefeitura
Da Redação
O prefeito Poio Novaes se reuniu na quarta-feira, 31 de agosto, com o presidente do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais, Leonardo do Espírito Santo. O principal assunto foi a atual crise financeira que vem assolando o município.
O encontro, que ocorreu no Centro Administrativo, contou ainda com a presença dos secretários Hadel Aurani (Gestão Pública), Rico Barreto (Agricultura), Ricardo Aurani (Serviços) e Lucas Mota (Comunicação), todos integrantes do recém-criado Comitê da Crise.
O chefe do Executivo apresentou os dados financeiros e o planejamento de receitas e despesas da Prefeitura dos últimos quatro meses do governo. Poio detalhou compromissos financeiros do município e falou sobre as dificuldades que a gestão vem enfrentando para honrar o pagamento em dia de salários e de fornecedores. “A Prefeitura reduziu despesas com material de consumo, exonerou cargos nomeados e reduziu o montante de horas extras trabalhadas e gratificações”, destacou o prefeito.
Apesar da crise, Poio Novaes enfatizou que á prioridade é quitar o salário do funcionalismo. No entanto, segundo a Prefeitura, cerca de 70% da receita total do município é oriunda de repasses federais e estaduais, transferências que registraram quedas bruscas nos últimos meses.
VALE-ALIMENTAÇÃO – Durante o encontro, o prefeito afirmou que o valor referente ao vale-alimentação do mês de agosto será depositado na conta dos servidores na sexta-feira, 2 de setembro. “Quero deixar claro a vocês que não escolho pagar atrasadas essas obrigações. Até o ano passado, honramos isso em dia todo mês. Vocês podem perguntar: mas ele já sabia da crise, porque não tomou providências? Sabíamos, mas nenhum gestor público do Brasil ou economista previu um caos financeiro como este que vivemos e chegou a derrubar uma presidente da República”, justificou.
PRECATÓRIOS – Poio relatou ainda que o pagamento de precatórios está afetando as finanças. “A Prefeitura teve seu fluxo de caixa afetado pelo aumento na obrigatoriedade de pagamento de precatórios. Até junho deste ano, cerca de R$ 200 mil saíram dos cofres municipais para essa finalidade. Uma recente determinação judicial aumentou esses débitos em 4 vezes”, disse.
Ele revelou ainda que, atualmente, a Prefeitura despende cerca de R$ 850 mil por mês para requisições de pagamentos a fim de honrar dívidas com fornecedores diversos que ganharam ações na Justiça. “Em sua maioria, esses precatórios são do período 2005 – 2012 e somos obrigados a pagar, não temos escolha”, explicou.
Ao mostrar dados das receitas municipais afetadas pelo menor volume de transferências de recursos, Poio informou que a cada ano a Prefeitura paga cerca de R$ 20 milhões em transferências ao Instituto de Previdência Municipal (Avareprev) e precatórios.
DIÁLOGO – Durante a reunião, o prefeito e sua equipe firmaram compromisso de canal aberto de diálogo com o Sindicato. “A ideia é mantê-los informados das obrigações do município e ouvir solicitações em benefício do funcionalismo”.
O presidente do Sindicato apresentou ao chefe do Executivo a reivindicação dos funcionários do Pronto Socorro. Apenas 30% dos servidores estão trabalhando. (Leia mais sobre a paralisação no PS nesta edição).
Para finalizar, Poio informou que algumas informações que estariam sendo publicadas em redes sociais em relação ao não pagamento do salário dos funcionários em setembro são falsas.

