O mercado de trabalho formal de Águas de Santa Bárbara encerrou o primeiro trimestre de 2026 com saldo negativo de 149 postos de trabalho, segundo dados do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete o volume de desligamentos acima das admissões entre janeiro e março deste ano.
No acumulado do trimestre, o município registrou 246 admissões contra 395 desligamentos. O estoque de empregos formais caiu de 1.564 vínculos no início do ano para 1.443 em março.
Janeiro começou com saldo negativo de 28 vagas, resultado de 65 admissões e 93 desligamentos. A agropecuária liderou as perdas no mês, seguida pelos setores de serviços e comércio. A construção civil foi o único segmento a apresentar saldo positivo, ainda que discreto.
Em fevereiro, o município apresentou o único resultado positivo do trimestre. Foram 96 admissões e 86 desligamentos, gerando saldo de 10 vagas formais. O comércio liderou as contratações no período, seguido pelos serviços e pela construção civil.
Já março concentrou as maiores perdas do trimestre. O município registrou 85 admissões contra 216 desligamentos, resultando em saldo negativo de 131 vagas e retração de 8,32% no estoque mensal de empregos formais.
O setor agropecuário foi o principal responsável pelo desempenho negativo. Somente em março, a atividade registrou saldo de menos 115 vagas, representando quase 88% do saldo negativo total do município naquele mês. Segundo o levantamento, o tempo médio de permanência dos trabalhadores desligados na agropecuária foi de 14,3 dias, indicando vínculos de curta duração e forte influência da sazonalidade do setor.
De acordo com a análise apresentada no relatório, o comportamento do mercado de trabalho acompanha o calendário agrícola, característica comum em municípios com forte dependência do agronegócio. Períodos de encerramento de safras tendem a gerar aumento nas demissões, enquanto os próximos ciclos produtivos podem estimular novas contratações ao longo do ano.
Entre os setores urbanos, o comércio apresentou comportamento mais equilibrado, com destaque positivo em fevereiro e estabilidade em março. O setor de serviços, por outro lado, acumulou resultados negativos durante os três meses analisados.
O relatório aponta que o segundo trimestre poderá apresentar recuperação gradual no estoque de empregos formais, acompanhando a retomada das atividades produtivas no campo. Ainda assim, os números registrados em março acendem alerta para a necessidade de políticas voltadas à qualificação profissional e à ampliação das oportunidades de emprego no município.

