DestaqueCâmara debate denúncias sobre estrutura de escola municipal e situação de creche fechada

Vereadores divergiram sobre as condições da EMEB José Rebouças de Carvalho durante a 26ª sessão ordinária; também foram apresentados requerimentos sobre vagas em creches e manutenção das unidades escolares
Reportagem2 de outubro de 20269 min

A situação da infraestrutura da EMEB José Rebouças de Carvalho, localizada no bairro Santa Elizabeth, foi tema de debate durante a 26ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Avaré, realizada na última segunda-feira (28).

Na tribuna, a vereadora Adalgisa Ward exibiu vídeos e imagens que mostram problemas estruturais na unidade escolar, como goteiras, infiltrações, mofo e danos em salas de aula. Segundo a parlamentar, os registros foram encaminhados por pais e responsáveis e apontam riscos para alunos e funcionários, especialmente durante períodos de chuvas intensas.

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As denúncias ganharam repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais mostrando baldes espalhados por salas, acúmulo de água em diferentes ambientes da escola e marcas de umidade em tetos e paredes. Relatos de responsáveis também afirmam que algumas salas tiveram o uso restringido em dias de chuva devido à preocupação com as condições da estrutura.

Durante a sessão, a vereadora também questionou a situação da Creche Olga Giraldi, que foi fechada para reforma e, segundo ela, ainda não teve informações atualizadas sobre a retomada das atividades. Adalgisa relatou ainda que famílias têm enfrentado dificuldades para conseguir vagas em creches municipais, enquanto unidades permanecem sem funcionamento.

Por outro lado, o vereador Jairinho afirmou que visitou a EMEB José Rebouças de Carvalho acompanhado do secretário municipal da Educação, César Augusto Oliveira, e declarou que, apesar da existência de problemas estruturais que necessitam de atenção, a situação não colocaria alunos e funcionários em risco.

Em vídeo exibido durante a sessão, o secretário da Educação também comentou as denúncias, afirmando que críticas devem ser acompanhadas de colaboração para a busca de soluções. Segundo o vereador, os estudantes das salas mais afetadas foram remanejados para outros espaços da unidade.

Apesar das manifestações da Secretaria e do parlamentar, imagens divulgadas por pais e responsáveis continuam gerando preocupação na comunidade escolar, que cobra providências para solucionar os problemas de infiltração e manutenção da escola.

Requerimentos

Ainda na mesma sessão, os vereadores apresentaram requerimentos voltados à área da educação municipal. Entre eles, pedidos de informações à Prefeitura sobre as medidas de controle, manejo e prevenção da presença de pombos nas unidades escolares e demais prédios vinculados à Educação.

Também foi solicitado que a Secretaria Municipal da Educação informe a quantidade de vagas atualmente disponíveis nas creches municipais, a demanda existente e o número de crianças que aguardam por atendimento na fila de espera.

O tema deve continuar sendo acompanhado pela Câmara e pela comunidade escolar, que aguarda esclarecimentos sobre as condições da unidade e eventuais ações de manutenção e reforma por parte da administração municipal.

O que diz a Secretaria de Comunicação

O Jornal A Comarca procurou o secretário municipal da Educação para obter esclarecimentos sobre os questionamentos apresentados na matéria. O secretário orientou que as questões fossem encaminhadas à Secretaria Municipal de Comunicação, que enviou a seguinte nota:

“Quando assumimos o governo em 2025, encontramos vários prédios das unidades escolares em situação precária, inclusive prédios novos com problemas estruturais. Estamos fazendo reformas nas possibilidades e com os recursos que temos.

De fevereiro de 2025 até agora, já providenciamos mais de 500 pequenos e médios reparos elétricos, hidráulicos, pinturas e de infraestrutura, com equipe própria.

Lembrando que, ao assumir em 2025, nenhuma unidade tinha AVCB. Foram feitas obras necessárias para a obtenção do AVCB, tendo já sete unidades com AVCB e CLCB, incluindo o CPAEE.

Já buscamos recursos em Brasília e São Paulo para reformas de algumas unidades, cujos processos estão em andamento, como é o caso das EMEBs Orlando Cortez e Evani Batocchio. Não descansaremos até conseguirmos realizar as obras necessárias em todas as unidades. Infelizmente, o problema existe, porém estamos trabalhando o máximo possível para poder resolver essa situação.

Em relação à EMEB José Rebouças de Carvalho, um dos prédios mais antigos da rede, uma equipe de engenheiros da Prefeitura já visitou o local e já estamos com o orçamento em mãos para dar início ao processo de licitação, porém estamos em busca de recursos para viabilizar essa obra que pode chegar a R$ 1 milhão.

O CEI Olga Girardi tem problemas graves de fundação, o que compromete integralmente sua estrutura. Os alunos foram absorvidos de forma tranquila pela EMEB Duílio Gambini e CEI Nadime Chibani.”

Os questionamentos sobre a possível existência de fila de espera por vagas em creches não foram respondidos pela Secretaria de Comunicação.

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