Denílson Ziroldo afirma que vai usar experiência administrativa em favor da cidade
Da Redação
Atual presidente da Câmara, Denílson Rocha Ziroldo é um político bastante pragmático, que está sempre focado nos resultados. E ele se lançou na campanha com esse espírito, buscando um bom arco de alianças e dando ênfase ao seu currículo, que inclui passagens pela presidência da Apae e provedoria da Santa Casa, experiência que ele diz que vai aplicar na Prefeitura, caso seja eleito.
Natural de Birigui, é dentista, e nasceu em 8 de junho de 1958. Casado, Denilson possui um filho e afirma que tem uma profunda “alegria de viver dentro de Avaré”, reafirmando seu “espírito público” de sempre trabalhar em favor da população.
Apesar de ter se tornado presidente da Câmara graças à bancada de Poio Novaes, é crítico ácido da atual administração, e justifica sua postura afirmando que “alguém tem que sair em defesa da cidade, nosso povo enfrenta muitos problemas e o vereador tem que fiscalizar o prefeito e cobrar soluções. É isso que eu faço”. Sua mensagem como candidato é: “Cada um tem que cumprir o seu mandato bem feito, fazer um mandato voltado para o próximo”. Confira a entrevista a seguir.
A Comarca: Dentro do atual cenário financeiro que Avaré está, o que você acha que deve ser feito para resolver ou sanar os problemas financeiros da cidade?
Denilson Ziroldo: Em primeiro lugar, eu acho que nós temos que enxugar a Prefeitura. Temos que diminuir os gastos da administração, tirar muitos cargos de comissão e usar mais os funcionários públicos. Tirar gratificações, dar horas extras para os trabalhadores que necessitam e que trabalham. Também é preciso cortar gastos desnecessários da Prefeitura de Avaré.
AC: A saúde pública é apontada pelo eleitor como um dos setores mais delicados da administração. Ou seja, a saúde hoje é o principal problema da Prefeitura e se gasta muito com esse setor. O que você acha que pode ser feito no sentido de reduzir os gastos e melhorar a qualidade do atendimento de saúde para a população?
DZ: Digo que é praticamente impossível reduzir gastos na saúde, então temos que usar o que já está disponibilizado. Acho que o investimento hoje dentro da saúde deve continuar e deve até se aumentar esse tipo de investimento. Temos que buscar recursos fora com projetos. Fazer com que o secretário vá até são Paulo, vá até Brasília e traga esses recursos novos que existem. Não deixar perder verbas como já aconteceu nesse governo e em outros, onde se perdem verbas por não ter esse planejamento. Com relação às empresas que são de fora e estão hoje em Avaré e que trabalham no Pronto Socorro, deve-se tirar as empresas de fora e fazer com que fiquem as empresas de Avaré. Garantir que o dinheiro fique aqui dentro. Também é preciso fazer parcerias com a Santa Casa, não usar de recursos com tantos médicos de fora. Fazer com que tenhamos mais médicos de Avaré atendendo a população.
AC: O atual governo tem várias obras inacabadas dessa gestão e da gestão anterior. A sua administração vai priorizar o término dessas obras ou vai também trabalhar em torno de novas obras?
DZ: Nós não vamos começar nada novo, em hipótese nenhuma. Vamos terminar o que nós temos com dinheiro publico já investido. Todas as obras que têm dinheiro público serão terminadas. No meu governo, se eu for eleito, elas serão prioridade. Mas prioridade também daquelas que sejam necessárias para população. E não vou terminar obras que não vão melhorar em nada a cidade ou para a população. Mas vou sim terminar as obras inacabadas, desde que revertam em benefício para o povo.
AC: Com relação ao funcionalismo, Avaré tem um investimento muito grande na folha de pagamento dos funcionários e um déficit também enorme em relação ao Avareprev. Porém, alega-se que é preciso contratar mais servidores. Diante disso, qual é a saída: manter a política de mais contratações, exigir mais do quadro de funcionários ou partir para terceirização?
DZ: Eu acho que hoje com a folha de pagamento no teto que está, é impossível pensar em novas contratações. Nós temos que trabalhar com o que nós temos entre os 2,8 mil funcionários que estão dentro da Prefeitura. Acredito que temos pessoas capacitadas para ocupar cargos. Então a gente vai fazer o possível, fazendo uso desses funcionários para evitar novos gastos, novas contratações. Vamos sim fazer o plano de carreira do funcionalismo, vamos valorizar os funcionários que estão ali trabalhando. Vamos dar prêmios para funcionários que desenvolvem um bom trabalho e que se destacam, para aquele que é trabalhador, que não falta, aquele funcionário que cumpre as suas obrigações. Nós vamos valorizar os funcionários e valorizando eles eu tenho certeza que não há necessidade de contratar mais funcionários ou até terceirização. Teremos setores que podem funcionar bem com a terceirização, mas terceirizar apenas para não usar funcionários, jamais.
AC: Existe uma reclamação muito grande em relação à infraestrutura da cidade. Diante de uma Prefeitura com déficit mensal, ou seja, que acaba gastando mais do que arrecada, você acha que é possível atender a demanda que o cidadão tem por um atendimento de qualidade na infraestrutura da cidade?
DZ: Com certeza dá pra melhorar a infraestrutura. É só você planejar e dar prioridades. Você pegar e usar os funcionários, colocando-os em cada período em um bairro. Ter uma usina de asfalto própria, para não precisar ter que contratar de fora. Vamos fazer parcerias com os empresários que vivem em Avaré e manter essa empresa dentro da nossa cidade. Você não precisa esperar para consertar um buraco que você gastaria R$ 100, para depois consertar um buraco de R$ 1 mil.
AC: Você acredita que a fábrica de lajotas seria uma alternativa válida?
DZ: Quanto à fábrica de lajotas, eu só tive uma participação e de saber que ela estaria funcionando. Hoje a fábrica de lajota é vantajosa? Será que ela dá lucro? Será que compensa mesmo o que ela produz? Porque se você comprar um saco de cimento ele custa R$ 60, pra você comprar mil sacos de cimento esses mesmo R$ 60 podem cair pra R$ 40. Então às vezes é preferível você ter uma empresa de grande porte fazendo as lajotas do que ter uma pequena empresa ali para atender a Prefeitura. A meu ver, acho que não compensaria.
AC: Qual sua proposta para Camping?
DZ: O Camping você tem uma verba anual de turismo e essa verba tem que ser usada. O Camping, hoje, é nosso cartão de visita. Então ele tem que ser o seu espelho, o espelho do governo que está à frente da cidade. O Camping tem que ser o chamariz do turismo. Temos que terminar o mais rápido possível toda estrutura que tem no camping.
AC: Mesmo diante da crise, é possível fazer eventos para população?
DZ: Deve fazer eventos. A população precisa de eventos, nós temos que dar continuidade a tudo aquilo que tínhamos lá atrás, Emapa, Festa do Peão, ABQM, tudo isso nós temos que valorizar. “Ah, mas nós não temos dinheiro pra investir”, podem dizer alguns. Mas não precisa investir recurso público, vamos fazer parcerias com empresários que gostam desse tipo de ramo e sabem fazer isso sem dar prejuízo. O município não precisa entrar com dinheiro total, de repente para favorecer a população, as pessoas que vêm para montar esse evento acabam fazendo uma grande festa. Então nós temos que valorizar sim, teremos festa em todo meu governo.
AC: Sobre a Educação, detalhe sua proposta para esse setor.
DZ: Para a Educação nós temos que valorizar os funcionários, nós temos que hoje trabalhar com os professores, fazer valer o plano de carreira, pagar aquilo que é de direito dos professores, melhorar os locais de estudo. Nós temos que hoje incentivar o professor a dar aula, nós temos que incentivar a criança a ir pra aula. Fazendo o que, merenda, tendo uma inovação dentro da sala de aula com computador, informatizar, fazer o professor entrar em uma sala de aula onde ele sinta prazer em ensinar. Fazer com que o professor não precise arrastar cadeira por causa de goteira ou por má iluminação. Então nós vamos fazer uma valorização muito grande nessa parte, valorizar o local de seu trabalho.
AC: Com relação aos cargos de confiança, você pretende manter um quadro de secretariado mais enxuto ou manter a estrutura da atual administração?
DZ: Dentro do nosso governo tudo será renovado. Não existirá, em hipótese nenhuma, repetições de secretários. Existem secretarias que nós podemos englobar outras, mas nós não podemos em hipótese nenhuma usar o que está neste governo ou em outros governos. Nós temos que inovar e esse é o nosso lema, nós vamos inovar a administração pública de Avaré.
AC: Por que você quer ser prefeito de Avaré?
DZ: Eu acho que deveria ser prefeito de Avaré ou gostaria de ser prefeito porque eu já administrei duas das maiores instituições da cidade de Avaré, a Santa Casa e a Apae. Então, quando você já consegue ter uma administração já voltada para isso, você já dá continuidade naquilo que você aprendeu nessas duas administrações. Fui provedor da Santa Casa, sou vereador, presidente da Câmara e em todos os lugares em que passei não tive uma conta rejeitada, não tive um problema financeiro. Então quer dizer que, se eleito prefeito, quando eu escolher os meus assessores, quando eu escolher as pessoas que vão trabalhar comigo, nós só traremos alegria. É por isso que eu quero ser prefeito.

