Uma mistura de indignação, sentimento de abandono e questionamento sobre o destino dos impostos pagos tem tomado conta dos moradores do Balneário Costa Azul. O que parecia ser o início de uma nova fase para o bairro, com mutirões de limpeza e promessas de cronogramas fixos de manutenção antes e logo após o Carnaval deste ano, transformou-se em frustração generalizada devido à interrupção dos serviços públicos.
A comunidade aponta que a raiz do problema não está na falta de verba, mas sim em supostas disputas internas e “jogos de ego” entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria de Serviços, o que tem travado o andamento dos trabalhos essenciais.
PROMESSAS – O planejamento inicial da Prefeitura gerou otimismo na região. Equipes e maquinários foram mobilizados para um grande mutirão de limpeza, que começou cobrindo as avenidas principais e o calçadão. Em seguida, os trabalhos avançaram pelo Costa Azul I.
No entanto, o planejamento que previa alcançar as ruas de terra, as vias sem saída e as localidades do Costa Azul II e, principalmente, do Costa Azul III, de acordo com os moradores, teria sido abruptamente interrompido. O cronograma mensal prometido, que organizaria o descarte de resíduos e galhadas sob pena de multa, também não avançou.
“A população que acreditou nas promessas feitas pelo Poder Público voltou a se sentir abandonada”, relata um manifesto publicado pelo perfil Balneário Costa Azul – Avaré, página que mostra o dia a dia do bairro nas redes sociais.
O ponto central da denúncia dos moradores envolve um equipamento de alto valor financeiro e utilidade pública: um triturador de galhadas pertencente à Secretaria do Meio Ambiente.
O maquinário estaria parado há quase três meses no gramado da escola local, exposto ao sol e à chuva, enquanto o bairro sofre com o acúmulo de resíduos verdes. De acordo com informações de bastidores, a Secretaria de Serviços chegou a disponibilizar caminhões e funcionários para um novo mutirão, mas o triturador não pode ser operado.
A justificativa técnica seria de que há apenas um operador autorizado pela Secretaria do Meio Ambiente a manusear o equipamento, e esse servidor não estaria sendo liberado para atuar no Costa Azul. Sem a máquina, a retirada dos galhos acumulados torna-se um trabalho quase impossível e altamente ineficiente para a equipe local.
OUTRO LADO – A Secretaria de Comunicação foi procurada, porém ainda não encaminhou resposta. Assim que houver um retorno, essa matéria será atualizada.

