PolíticaRegiãoProfessores podem entrar em greve caso não sejam atendidos pelo Executivo

Há cinco anos que a classe não tem reajuste e a paralisação está pré-agendada para o dia 6 de fevereiro
A Comarca3 de fevereiro de 20205894 min
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Sem a presença do prefeito Aroldo Caetano, professores da rede municipal de ensino de Águas de Santa Bárbara se reuniram na manhã de quarta-feira, 29, com um assessor de gabinete do Executivo e o contador da Prefeitura. Na pauta principal está o reajuste salarial da categoria, que há cinco anos não conta com esse benefício.

Indignado com a ausência do prefeito, os professores receberam a informação de que não há no momento disponibilidade orçamentária para conceder o reajuste, porque a folha de pagamento do funcionalismo estaria apertada, perto do limite prudencial.

“Fomos informados que o limite está próximo de ser atingido, com uma folga de apenas 6%. Mas ficamos indignados com a ausência do prefeito, que não se manifesta sobre o assunto nem para falar se é possível conceder reajuste de 5%”, disse uma professora que foi contatada pela reportagem do Jornal A Comarca.

Ainda segundo os professores, eles estão com instrução jurídica sobre a paralisação e já protocolaram a reivindicação junto ao prefeito Aroldo, que por lei tem até 72 horas para apresentar uma resposta. “O prefeito tem tempo hábil para propor algo, caso contrário pretendemos fazer uma paralisação a partir do dia 6 de fevereiro”, disseram os professores.

REFERÊNCIA – Vale destacar que a estância de Águas de Santa Bárbara já foi referência no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), e sobre esse assunto os professores também lamentaram. “Chegar a uma situação como essa demonstra que não há interesse por parte do Executivo em manter a referência de nossa cidade junto ao IDEB. É lamentável”, desabafam os professores.

PREFEITURA RESPONDE -Questionada sobre a reunião da manhã de quinta-feira, o diretor de Governo Fabiano Silva informou que, “conforme discutido na própria reunião foi exposta a situação do percentual de gastos com folha de pagamento e diante da atual situação, no momento não é possível qualquer forma de atualização ou aumento salarial, tendo em vista que a Prefeitura tem pouca margem de segurança para atingir o limite prudencial estabelecido na Legislação”.

E sobre a ausência do prefeito, o diretor declarou queo chefe do Executivo “não participou da reunião por que a solicitação que partiu da Secretaria Municipal de Educação era no sentido de participação da equipe técnica (Assessoria Jurídica e Assessoria Contábil), uma reunião técnica para discussão da situação salarial”.

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