PolíciaRegiãoComoção marca o enterro da menina encontrada morta depois de desaparecer em Chavantes

A vítima foi morta a facadas por um vizinho que atribuiu o crime a uma vingança pessoal
Avatar A Comarca14 de janeiro de 2020
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A menina de 8 anos que foi encontrada morta depois de desaparecer enquanto brincava em uma praça, na sexta-feira (10), foi velada e enterrada nesta terça-feira (14) em Chavantes (SP).

O corpo de Emanuelle Pestana de Castro passou por autópsia nesta manhã e o corpo chegou no Velório Municipal de Chavantes para ser velado por volta de 11h30. O enterro estava previsto para ocorrer às 14h no Cemitério Municipal, porém, a família pediu para antecipar. O sepultamento ocorreu pouco depois de 12h30.

O corpo de Emanuelle foi encontrado na noite de segunda-feira (13) em uma área de mata na Fazenda Santana Nova, perto de um córrego, depois que o suspeito Agnaldo Guilherme Assunção, 49 anos, confessou que matou a menina a facadas e apontou o local do corpo.

A perícia identificou marcas de faca nas costas e no peito da menina. O corpo de Emanuelle foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e o exame de corpo de delito deve apontar se houve abuso sexual.

Agnaldo foi preso em flagrante e levado para a cadeia. Ele vai ser investigado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

VINGANÇA – O suspeito Agnaldo é vizinho da família e relatou, durante depoimento à polícia, que matou a menina por vingança contra a mãe dela. Segundo ele, a mulher não deixava a menina brincar com o enteado dele. No entanto, essa versão dos fatos é questionada pela polícia.

CÂMERAS DE SEGURANÇA – A polícia chegou ao suspeito depois de analisar as imagens das câmeras de segurança próximas à praça do bairro Cohab, onde Emanuelle brincava na tarde de sexta-feira.

A polícia verificou que Agnaldo aparecia duas vezes no vídeo. O que chamou a atenção da polícia é que, no mesmo dia, ele aparece cada vez com uma roupa diferente. Em um primeiro momento, de camiseta branca e a pé. Depois, de camiseta vermelha e em uma bicicleta.

Agnaldo já havia prestado depoimento à polícia e negado saber de qualquer informação sobre o desaparecimento da criança. Contudo, ele acabou confessando o crime à polícia, depois de confrontado com as imagens das câmeras de segurança.

“Ele falava que tinha mantido apenas um contato, mas isso foi desmentido pelo estudo das câmeras que mostra um outro contato, inclusive com roupas diferentes, o que era estranho”, afirma o delegado.

Imagens em que a menina aparece brincando na praça e a caminho do parquinho em Chavantes também foram analisadas pela polícia.

BUSCAS – Emanuelle brincava em um parquinho, no bairro Cohab, e não foi mais vista por volta das 17h, quando a amiga que a acompanhava foi embora. Segundo a família, a mãe ia verificar como a filha estava no local, mas não a encontrou.

Desde então, familiares, vizinhos, policiais, canil e até uma equipe de voluntários de Marília se mobilizaram nas buscas pela criança.

A Polícia Civil ouviu várias pessoas que tiveram contato com a menina, inclusive as crianças que brincaram com ela no parquinho no dia do seu desaparecimento. Equipe do canil da PM ajudou nas buscas pela menina enquanto estava desaparecida.

FOTO: REPRODUÇÃO TV TEM

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