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Prefeitura dificulta acesso a dados do H1N1 em Avaré Da Redação Abrindo mão de utilizar os meios de comunicação para divulgar informações sobre eventuais casos de contágio da gripe H1N1 em Avaré, a Prefeitura tem dificultado para a imprensa o acesso a informações a respeito da enfermidade. Enquanto outros municípios, como Lençóis Paulista, onde o prefeito Anderson Prado de Lima falou abertamente sobre a morte de uma paciente na cidade, em Avaré a Prefeitura não...
Avatar A Comarca6 de julho de 2018

Prefeitura dificulta acesso a dados do H1N1 em Avaré

Da Redação

Abrindo mão de utilizar os meios de comunicação para divulgar informações sobre eventuais casos de contágio da gripe H1N1 em Avaré, a Prefeitura tem dificultado para a imprensa o acesso a informações a respeito da enfermidade.

Enquanto outros municípios, como Lençóis Paulista, onde o prefeito Anderson Prado de Lima falou abertamente sobre a morte de uma paciente na cidade, em Avaré a Prefeitura não informa sequer se há ou não casos suspeitos ou confirmados da enfermidade no município.

Na quinta-feira, 5, o Jornal A Comarca entrou em contato com a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica de Avaré, Ariane Gonçalves, e a profissional declarou que “não tem autorização para fornecer dados sobre pacientes com suspeita ou não de quaisquer enfermidades, pois são sigilosos, e que existem sim diversos exames enviados para fora da cidade para detecção não só de H1N1, mas também de outras doenças”.

A reportagem esclareceu a profissional de que buscava informações sobre números, e não dados pessoais de pacientes (que são realmente sigilosos), e ela acrescentou que existe uma determinação superior para que somente a Secretaria de Comunicação preste informações à imprensa sobre dados referentes à Vigilância Epidemiológica. Entretanto, o atual secretário Zena Araújo encontra-se de férias e ninguém estaria autorizado a passar informações em seu lugar.

TAMIFLU – Com relação ao caso do menino Henrique Caetano Chaim do Nascimento, de 12 anos, que morreu na semana passada e seu óbito acabou levantando suspeitas de H1N1 e negligência médico no Pronto Socorro, caso reportado como manchete pelo Jornal A Comarca, foi apurado que nem mesmo a família da vítima estaria recebendo cuidados ou orientações por parte da rede municipal de saúde. A mãe do menino, Sônia Maria Caetano, segundo familiares, ainda se encontra em recuperação emocional e no aguardo de maiores informações a respeito da morte do filho.

Na semana passada, inclusive, Sônia procurou por atendimento médico numa unidade básica de saúde e teve o medicamento Tamiflu receitado, remédio que serve para prevenir o surgimento tanto da gripe comum como da gripe A. Outra informação obtida é a de que Sônia estaria sem ação no que diz respeito a conseguir maiores informações sobre a morte do filho, já que ninguém da saúde a procurou até o momento para dizer se é ou não o primeiro caso de H1N1 registrado em Avaré.

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